‘Dia D’ já retirou 6T de resíduos do Mindu

Seis toneladas de resíduos sólidos já foram retiradas das margens do Igarapé do Mindu, nas três últimas edições do evento ‘Dia D – Todos Contra os Resíduos Sólidos’, realizadas entre 2013 e 2016, pela Prefeitura de Manaus, no Parque Municipal do Mindu, no Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul. Este ano, a quarta edição do evento, que já integra o calendário anual de atividades da unidade de conservação municipal, acontecerá no sábado, 28/10, a partir das 9h, com a finalidade de mobilizar a população para uma ação de voluntariado e sensibilização sobre os danos para o meio ambiente com o descarte irregular de lixo nas ruas e igarapés da cidade.

Refletir sobre essa atitude do descarte de resíduos como geladeiras, fogões, aparelhos de TV, entre outros, é o que propõe o ‘Dia D’. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Nelson de Oliveira Júnior, o evento é aberto para toda a população e é fruto da parceria entre os órgãos da Prefeitura de Manaus, empresas e universidades, que já desenvolvem atividades regularmente no parque. O evento é promovido por meio de parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), a empresa Keihin Tecnologia do Brasil, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Estácio do Amazonas, Fametro, Universidade Nilton Lins e Uninorte.

A ação integra o Programa de Gerenciamento de Resíduos Flutuantes do Parque Municipal do Mindu. Segundo o gestor da unidade, José Feitoza, o programa é desenvolvido em etapas que preveem a participação ativa da comunidade acadêmica que realiza atividades no parque. “A próxima etapa prevê a implantação de ecobarreiras para a contenção dos resíduos”, disse Feitoza, explicando que o parque recebe toneladas de resíduos que são trazidas pelo curso d’água. O acúmulo é resultado da ação do homem, que descarta irregularmente seus resíduos nas ruas e igarapés da cidade. Arrastados pelas chuvas, esses resíduos acabam sendo carregados para o curso d’água principal.

“Nosso desafio maior é mudar comportamentos a partir da experiência de ver o quanto a ação do próprio homem pode ser danosa para a natureza”, afirma o gestor. A estimativa do gestor é de que mais de 1.000 pessoas participem da ação. Segundo ele, o Dia D ocorre sempre no mês de outubro, durante o período de vazante, quando o volume de água se reduz no igarapé e é possível acessar as suas margens.

 

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