‘Vidal bebe e não se controla’, afirma Sampaoli

Em 2015, Jorge Sampaoli explicou aos jornalistas porque acreditava que o Chile não iria conseguir a qualificação para o Mundial-2018. Uma conversa revelada agora, poucos dias depois de ser confirmar o presságio do treinador.

“Alguns jogadores já não têm o que é preciso. Eduardo Vargas, sempre que o vejo, está pior que na vez anterior. Matías Fernández já não tem o nível que quero para a seleção. Pinilla, sempre que o chamo, só pensa em festas”, disse Sampaoli.

“Nenhum deles está em condições de enfrentar as eliminatórias que temos pela frente”, acrescentou, assumindo a dificuldade em controlar a seleção que viria a deixar em janeiro de 2016.

Um dos casos mais delicados era o de Arturo Vidal: “É um caso clínico. Bebe e não se controla. Uma vez, no avião, perguntou-me se podia abrir uma cerveja. Disse-lhe que não porque dirigentes e outras pessoas viajavam conosco. Não valeu a pena porque ele e outros tinham conseguido uma garrafa de whisky.”

“Gary Medel gosta de divertir-se, mas já não bebe” e Alexis Sanchéz : coloca os auriculares nos ouvidos e senta-se a tomar o café da manhã sem falar com ninguém.”

Já o capitão Claudio Bravo tentava controlar os jogadores mas eram outros, o “bando Pitillo”, que liderava a equipe. Segundo a imprensa local, esse bando era formado por Vidal, Pinilla, Gonzalo Jara, Jean Beausejour e Jorge Valdivia.

Nessa conversa, Sampaoli, que em 2015 levou o Chile à conquista da Copa América, disse ainda que “sem mudanças profundas” seria difícil o campeão sul-americano chegar ao Mundial-2018.

Sampaoli deixou a seleção chilena em janeiro de 2016 e orienta agora a Argentina, que conseguiu na última jornada o bilhete para a Rússia. O seu sucessor no Chile, Juan Antonio Pizzi, demitiu-se depois de falhar nas Eliminatórias.

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