Finalmente!

Como já escrevi várias vezes, sou filho de seringueiro. Nasci no meio da selva amazônica. Então, sou um sobrevivente, mas meu Deus me deu a capacidade da observação. Em 1964, já em Manaus, era vendedor ambulante na rua Marquês de Santa Cruz, em frente a Capitania dos Portos. Fui testemunha ocular de toda a mobilização militar.

De uma cidade desprezada, Manaus recebeu investimentos maciços em várias áreas. A capital do Amazonas passou a ser a cidade das oportunidades, atraindo indústrias, comércios e muitos brasileiros, sírios, indianos e judeus. Tornou-se do dia para a noite uma cidade onde o dinheiro “jorrava” no Centro Comercial e no Distrito Industrial, onde havia a oferta de milhares de empregos.

A UTAM, hoje UEA, foi criada para suprir a necessidade de mão-de-obra especializada para o Distrito Industrial. A tímida Fundação Universidade do Amazonas cresce, aumenta a oferta de vagas e se transforma em Universidade do Amazonas e, logo depois, em Universidade Federal do Amazonas. Os jovens não precisavam mais se deslocar para outros Estados para cursarem Medicina e Direito. Tudo isso nos Governo Militares – Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, Marechal Costa e Silva, General Emílio Garrastazu Médici, General Ernesto Geisel e, finalmente o General João Figueiredo.

Manaus foi modernizada. Os moradores da Cidade Flutuante foram transferidos para os Conjuntos de Flores, Parque Dez e Costa e Silva, no bairro Raiz. Outros moradores de palafitas foram levados para o bairro Compensa. No período militar, governaram o Amazonas, o professor Arthur Cezar Ferreira Reis, Danilo Areosa, Coronel João Valter de Andrade, o Ministro Henoch Reis e o político amazonenses José Lindoso. Nenhum deles foi acusado de corrupção. Todos não deixaram riquezas para os herdeiros.

Toda a ruína começou a ser construída quando os falsos democratas retornaram ao país e começaram a execução de um projeto de poder com o objetivo de dilapidar os cofres públicos. O povo começou a sofrer, as escolas começaram a perder a qualidade de ensino. As escolas públicas que eram referências foram sucateadas.

Hoje, com a confirmação da condenação do ex-presidente Lula, entendo que a história do Brasil pode mudar. Só um alienado não enxerga que a família petista e seus agregados enriqueceram com o dinheiro do povo. Roubaram, mataram nas filas dos hospitais, mataram cérebros nas escolas de todos os níveis, acionaram os gatilhos que executaram milhares de inocentes nas ruas e abriram as fronteiras para o tráfico de drogas, pois não existe projeto de poder perverso sem a participação do crime organizado.

A confirmação da condenação de Lula pode parecer uma coisa banal, mas representa uma virada de página na história dos vampiros do sangue do povo. O Chefão já está na porta da cadeia; falta os discípulos.

*Rosalvo Reis é editor do Portal Roteiro de Notícias

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