O Exército no Rio

Pela sua própria natureza de suas funções, as Forças Armadas nunca poderão ser diminuídas porque, além das missões primárias, cumprem missões que suprem lacunas da sociedade civil.

As Forças Armadas têm um papel único e insubstituível no quadro da Defesa Nacional. A intervenção federal na área de Segurança no Rio de Janeiro vai expor a relação espúria entre policiais cariocas, políticos e o crime organizado. A intervenção foi um golpe duro nas milícias envolvidas nas eleições que “elegem” candidatos em todos os âmbitos.

Eu fico a pensar: historicamente o Rio de Janeiro teve a situação agravada a partir da anistia política, quando velhos defensores da “democracia” retornaram ao país e tomaram conta do Estado à partir das eleições de 82. Ali ficou claro um acordo entre os políticos e o crime organizado.

O problema não se resume ao Rio de Janeiro. Quem não lembra nas eleições de 2014 o apoio que a organização criminosa FDN deu ao ex-governador José Melo? E isso é apenas a ponte de iceberg. Tem muitos acordos que são celebrados na “escuridão”.

Se a intervenção federal no Rio de Janeiro “vingar”, certamente servirá de modelo para outros Estados onde a violência enclausura a população.

*Yanna Bach é professora aposentada

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