Adriano Jorge: um hospital de ratos e baratas

Um hospital completamente abandonado à própria sorte, com os doentes em constante desespero, sofrendo agruras, sem sequer lençol limpo para enfrentar o frio noturno. Assim está “funcionando” o Hospital Adriano Jorge, no bairro da Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus.

Na manhã de sexta-feira (6), várias pessoas ligaram para o Portal Roteiro de Notícias fazendo várias denúncias sobre a situação absurda da casa de saúde que mais parece um depósito de indigentes, à mercê de ratos, aranhas, mosquitos e baratas.

“Minha mãe está hospitalizada no Adriano Jorge e ela sofre igual a outros pacientes, sem lençol, sem nada. Para completar, a gente não pode trazer lençol de casa. Falei com uma funcionária e ela me informou que não há lençol para a troca entre os pacientes”, disse uma denunciante.

Em fevereiro deste ano a deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB) e representantes da Associação dos Pacientes Renais Crônicos do Amazonas (Arcam) inspecionaram o hospital, constatando que um grande número de pacientes sofre com constante falta de medicamentos, além de um escândalo referente ao pagamento de contratos por serviços que não são prestados no hospital.

Há menos de um mês, o deputado José Ricardo (PT) também visitou o Adriano Jorge, fazendo as mesmas constatações de Alessandra: péssimo atendimento e pacientes dormindo em filas, na esperança de garantir uma ficha. Ricardo viu a realidade de pessoas esperando há seis meses, ou até seis anos, por uma cirurgia.

O pior de tudo é que, apesar de discursos de protesto na Assembleia Legislativa por parte de Alessandra e Zé Ricardo, nenhuma providência foi tomada. Antes apontado como referência, o hospital é um mau exemplo de prestação de saúde pública na cidade de Manaus.

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