José Ricardo continua cobrança da instalação da CPI da Saúde

O governador do Estado está divulgando a sua nova logomarca “Amor à causa pública” e declarando 348 motivos para amar Manaus.

Para o deputado José Ricardo (PT), enquanto não se faz auditoria nos contratos da saúde e não se instala a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), não se pode falar de amor, uma vez que a população do Amazonas continua morrendo nos hospitais por falta de infraestrutura, de equipamentos e de transporte, como ambulância.

“Amor é bom, mas tem que ser revertido para salvar vidas. A saúde está um caos. E pelo que estamos vendo, não há mudança alguma desse novo governo, que não quer saber de auditoria, de fiscalizar contratos e de transparência”, afirmou.

O deputado destacou, como exemplo, o problema na saúde do município de Iranduba, com hospital totalmente sem ambulâncias. “Os equipamentos mais importantes de lá são as ambulâncias. Quando não têm como atender a população, encaminham por meio delas os pacientes para Manaus. Mas agora, nem as ambulâncias aguentaram, todas as cinco pifaram. Tentaram até transportar as pessoas por uma Kombi, mas ela também não aguentou”, disse ele, parabenizando a iniciativa do vereador da cidade, George Reis (PV), que se acorrentou junto com outros moradores em frente ao hospital, cobrando do Governo e da Prefeitura ambulâncias para atender os pacientes. “Nossa solidariedade ao parlamentar que luta pelo povo. Enquanto isso, o rombo de R$ 1,2 bilhão na saúde não é investigado pelo governador”, frisou.

José Ricardo cobrou os deputados que ainda não assinaram a CPI da saúde, de sua autoria e do deputado Luiz Castro (Rede), que pretende investigar os mais de 600 contratos entre a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e as empresas privadas, com rombo de mais de R$ 1,2 bilhão, além de possíveis fraudes em licitações, sonegação fiscal e encargos trabalhistas, bem como superfaturamentos.

Até agora, somente quatro parlamentares assinaram a propositura: José Ricardo, Luiz Castro, Sinésio Campos (PT) e Sabá Reis (PR). Ainda faltam mais quatro adesões.

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