PF e ABIN participam das investigações sobre a morte da vereadora

Rio de Janeiro (RJ) – As investigações das execuções da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista na quarta-feira, 14/3, na região central do Rio de Janeiro, podem ter sido motivadas por discursos da parlamentar a violência na cidade e a ação da Polícia Militar (PM) e Milícias integradas por policiais. Marielle Franco, de 38 anos, foi a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro nas eleições de 2016,

Uma assessora da vereadora, eleita pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), foi atingida por estilhaços e transportada para o hospital.

Momentos antes, a vereadora tinha participado no início da noite num evento denominado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”.

Investigadores da Delegacia de Homicídios anunciaram que “a principal linha de investigação é a execução”. A perícia encontrou, pelo menos, nove cápsulas de tiros no local. Os criminosos fugiram sem levar nada.

O secretário de Estado de Segurança, Richard Nunes, disse ter determinado uma ampla investigação e que acompanha a situação com o chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa.

Já o deputado estadual do PSOL Marcelo Freixo considerou o crime “inadmissível”, observando que as “características são muito nítidas de execução”.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, lamentou o “brutal assassinato” e “lembrou a “honradez, bravura e espírito público” da vereadora, numa nota publicada no sítio na Internet da Prefeitura.

O presidente Michel Temer autorizou o ministro da Justiça, Torquato Jardim, incluir policias federais e agentes da ABIN para o Rio de Janeiro.

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