Rodoviários impedem saída de ônibus do T1 por duas horas

O Sindicado das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) denunciou membros do sindicato dos rodoviários que impediram, nesta quarta-feira, 28/2, a saída dos ônibus que passam pelo Terminal 1 (T1), no Centro, por duas horas.

De acordo com Centro de Controle Operacional (CCO) do Sinetram, a paralisação começou por volta de 10h30 e terminou por volta de 12h30. Aproximadamente 200 mil pessoas foram prejudicadas. Cerca de 100 linhas, operadas por 700 ônibus que passam pelo T1 e ruas do entorno, ficaram paradas.

Ainda segundo a CCO/Sinetram, os rodoviários paralisaram também o Terminal 2 e um terminal de linha da empresa Líder Transportes, localizada no Parque das Nações, zona Centro-Sul. Nesses dois lugares a paralização começou por volta de 10h30 e terminou às 13h.

O Sinetram ressalta que não foi notificado sobre o movimento grevista e desconhece as causas. A justiça será informada sobre o movimento ilegal. Essa é a sexta greve irregular realizada pelo Sindicato dos rodoviários somente em 2018.

NOTA DA PREFEITURA

A Prefeitura de Manaus, por meio da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), informa que não foi comunicada previamente sobre a paralisação dos rodoviários, ocorrida nesta quarta-feira, 28/2, no Terminal de Integração da Constantino Nery – T1. A Prefeitura de Manaus condena a paralisação dos trabalhadores na capital, por prejudicar os usuários do sistema de transporte coletivo.

O prefeito Arthur Virgílio Neto tomou conhecimento do fato e lamentou que a categoria não busque o diálogo para resolver suas questões trabalhistas e apela para o bom senso dos trabalhadores, porque a população não pode ser penalizada.

“O Tribunal trabalhista adia uma audiência que discutira a questão salarial dos rodoviários, por isso essa baderna na cidade? Isso é uma irresponsabilidade e eles (trabalhadores) não têm esse direito. A decisão da Corte precisa ser respeitada e é preciso pensarmos em todas as responsabilizações criminais e cíveis, com muito rigor, para evitar que esse clima de desordem tome conta da cidade”, afirmou o prefeito.

A Procuradoria Geral do Município (PGM) irá avaliar o dano coletivo que a paralisação causou aos munícipes e deverá entrar com medida indenizatória em desfavor do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTR).

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